TOP SECRET: Os Illuminatti

 

São a sociedade mais secreta que existe. Aliás, são tão secretos que nem sequer se sabe que existem. Estão acima dos governos, das multinacionais e das organizações mais conhecidas, como a Maçonaria. Chamam-se “Illuminati”, e até conseguem ver no escuro…

 

Por Frederico Duarte Carvalho

 

Qualquer busca superficial sobre tema deste artigo, os “Illuminati”, diz-nos que o fundador é Adam Weishaupt, professor de Direito Canónico da Universidade da Baviera, na Alemanha, que, a 1 de Maio 1776, criou a “Ordem dos Perfeitos”, conhecida depois como “Illuminati”. Contudo, o historiador espanhol, Marcelino Menéndez y Pelayo, que viveu entre 1856 e 1912, registou na sua obra de 1880 “Historia de los heterodoxos españoles”, a existência de um grupo esotérico chamado “Alumbrados”, os iluminados, cuja origem se fixaria em 1492, o mesmo ano em que o navegador Cristóvão Colombo descobriu a América. Dizia-se que este grupo, de raízes cristãs, sentia-se em perfeita simbiose com Deus, que os seus membros estavam autorizados a pecar à vontade sem problemas de consciência. Tinham práticas sexuais livres, faziam todo o tipo de negócios obscuros e praticavam crimes ignóbeis, uma vez que sentiam ser essa a vontade de Deus. A Inquisição Espanhola perseguiu os “Alumbrados”, embora aplicando-lhes penas leves. O fundador da ordem religiosa dos Jesuítas, o espanhol Ignacio de Loyola, por exemplo, chegou a ser acusado de pertencer aos “Alumbrados”, mas foi absolvido. Pouco a pouco o movimento foi desaparecendo, até que, finalmente, em 1776, a palavra ressurgiu com a fundação da ordem de Adam Weishaupt.

Domínio

A ideia baseava-se na “perfeição”, e de estar acima de outras ordens secretas, ou discretas, como a Maçonaria, que surgira 60 anos antes, em Inglaterra. Os “Illuminati” seriam tão perfeitos que sabiam que o mais importante é o “controlo” do que o “domínio”. Assim, passaram a actuar na sombra, no “escuro”. Pois eram eles os únicos que conheciam “a luz”. Infiltraram-se na maçonaria e usaram-na em proveito próprio. A par de Adam Weishaupt, destacou-se depois o nome de um seu seguidor, Adolph von Knigge, responsável pela expansão internacional da ordem. Em 1784, contudo, deu-se uma cisão entre Weishaupt e Knigge, tendo este último acusado o fundador dos “Illuminati” de ser “um jesuíta disfarçado”, aludindo a Ignacio de Loyola, acusado no Séc. XVI de ser um “Alumbrado”. No ano seguinte, deu-se a perseguição pública contra as ordens secretas como a maçonaria e os “Illuminati”, pelo que Weishaupt teve de fugir da Baviera. O movimento terá então, oficialmente, desaparecido para sempre.

Banqueiros

Entre os nomes mais citados como pertencendo à continuação em segredo dos “Illuminati”, temos família de banqueiros de origem alemã, Rothschild. Segundo conta a história, um membro desta família, Nathan Rothschild, estabeleceu-se no centro de Londres e enriqueceu graças a um golpe bolsista que envolveu a vitória dos ingleses contra imperador francês, Napoleão, na Batalha de Waterloo, na Bélgica, em 1815. O banqueiro enviou observadores para assistir à batalha que os ingleses ganharam. Quando Nathan Rothschild soube do resultado antes de a informação ser publicamente confirmada em Londres – lá, está, não havia telemóveis ou Internet -, espalharam o rumor de que Napoleão vencera em Waterloo e vinha a caminho de Londres. O pânico instalou-se na Bolsa de Londres, onde Nathan Rothschild comprou por cêntimos tudo aquilo que quis. Quando foi conhecido o verdadeiro resultado da batalha, já aquele “Illuminati” era dono da maior fortuna do planeta. Esta é apenas uma história que demonstra bem como saber é poder.

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