Benjen, a razão do pior melhor episódio da série

Game of Thrones | Este foi o pior melhor episódio da série

Acabou de se estrear, no Syfy, o episódio seis da temporada sete d’A Guerra dos Tronos. Atenção, se não viram o episódio, aconselhamos a que parem por aqui. Nós vimos, claro, gostámos, claro, mas temos um desabafo a fazer…

Este podia ter sido o melhor episódio de sempre da série. Porquê, Benjen? Porquê?

É injusto dizer que um único momento tenha estragado um episódio inteiro. Mas é um facto. Houve dragões. Houve White Walkers (WW). Houve uma luta entre dragões e white walkers. Houve diálogos potentes e, finalmente, românticos. Houve tensão e emoção. Houve mortes (e renascimentos!!!!!) que nos fizeram tremer por dentro. E depois houve uma desilusão total: o tio Benjen.

Benjen Stark, irmão de Ned Stark, quando ainda passava os seus dias a sul da Muralha.
Benjen Stark, irmão de Ned Stark, quando ainda passava os seus dias a sul da Muralha.

 

Benjen, a razão do pior melhor episódio da série
Benjen Stark, depois de se tornar um manual ambulante de “Como Sobreviver Sozinho ao Inverno”.

Nesta temporada, há um denominador comum em todos os episódios: a sensação no final de cada um deles. “Acho que este foi o melhor episódio da série”, pensamos sempre. Desde o primeiro episódio, com a cena inicial em que Arya mata todos os Frey, vingando o “Red Wedding”, até ao episódio cinco, que termina com os rapazes da “East Watch“, juntos, a sair da Muralha. Tem sido sempre a melhorar. E este episódio não seria excepção, não fosse a morte, totalmente forçada, de Benjen.

Apetece dizer que foi também o “melhor episódio da série”, mas não conseguimos. Decidimos, então, que o mais adequado será classificar este como o pior “melhor episódio”.

Se era para acontecer, que acontecesse bem!

Sabemos que estamos a chegar ao fim (Ohhhh! *sad emoji*), mas não é preciso terminar a história das personagens à bruta. O tio Benjen era um sobrevivente nato e fez todo o sentido quando ele apareceu para salvar Jon! Segundos depois, quando ele põe o protagonista no cavalo e o manda fugir, condenando-se à morte certa, começa a desilusão.

O cavalo era um macho adulto, não era um pónei. Havia espaço suficiente para os dois poderem fugir nele. “Ah, mas assim o cavalo ia mais rápido e o Benjen atirou-se aos WW para impedir que eles perseguissem o Jon”. Ok, vamos aceitar a muito custo, embora saibamos que a velocidade não é propriamente o forte dos mortos-vivos.

Então, expliquem-nos porque é que o raio do tio Benjen – que vive para lá da Muralha há não sei quantos anos, perito em salvar a família de WW (já o tinha feito com Bran) e que aparece com uma bola de fogo espetacular a esmagar cabeças – vai para a luta e é apanhado pelo exército da noite AO TERCEIRO SOLDADO? A luta dele demorou dois segundos, e em câmara lenta! DOIS SEGUNDOS! Nem se pode chamar àquilo luta. Ficou por ali especado a rodar a sua arma, sem qualquer dinâmica ou vislumbre de vontade em dar o seu melhor nos últimos momentos de vida. “Ah, mas o episódio já estava muito grande, tinham de despachar”.

Não, não podemos aceitar. Não seria por mais uns segundos que o episódio ficaria insuportavelmente longo. Antes pelo contrário. Bastava um trecho, de sete ou oito segundos, em câmara lenta para dar mais emoção, com o tio Benjen a rodopiar aquela bola de fogo, eliminando uns quantos WW que lhe aparecessem ao caminho. Pelo menos, algo que mostrasse que ele estava a dar tudo. Depois os restantes zombies do gelo poderiam apanhá-lo, porque era inevitável. Isto seria o suficiente para lhe dar uma morte digna e com o mínimo sentido.

Benioff e Weiss, vocês são especialistas em mortes espetaculares! Não façam mais isto, por favor. “Valar Morghulis”, claro, mas decentemente.

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