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Tudo pró Crato!

No Crato Emir Kusturica, Seu Jorge, John Newman e Eagles of Death Metal. Há 20 anos era uma frase “uau”. Where is Crato?, diria o povo. Desta segunda-feira até sábado que vem a vila alentejana recebe um cruzamento entre o Avante! e Paredes de Coura.

Para inetlectuais de esquerda, idosos, aderentes do Zeitgeist e pessoas que tropeçam no professor Chomsky está Emir Kusturica e Seu Jorge, a 23 e 25, o que obriga a 24 ver David Fonseca.

A 24, também, canta John Newman, autor da famosa “love me again”, musiquinha pop honesta usada por uma marca de automóveis. O rapaz canta, a banda é decente, entra depois do David mas há bifanas e farturas, para quem não aguentar o pop-chula.

A 22, antes disto, entra em palco Ky-Mani Marley, o quarto filho do malogrado Bob, jamaicano autor de Rasta Love e outros rasta hits. Vai antecedido do nosso muito Samuel Úria, que dá dez a zero em qualquer modalidade ao Ky mas canta em português, porém, e resta-lhe a vida de andarilho e festivais de arte. Como o amamos, aqui vai musiquinha.

Se Bezegol deu entrada ao Kusturica, Mundo Segundo & Sam The Kid fazem o aquecimento ao louuuuuuuucoooooo Matias Damásio, que abre já esta segunda o palco central, com aquelas modas mornas, kizombas do esfreganço e o ar de quem juntou o Eduardo Nascimento ao António Calvário (ide ver à wikipédia).

Por fim, os Eagles of Death Metal, sobreviventes do ataque do Bataclan, em Paris, desta vez em modo alentejano, ao ar livre e com os Trêsporcento a abrir a noite.

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Crato hot-cool

O Festival do Crato é um dos mais reconhecidos do país, que cruza gostos e públicos diferentes. Há anos e anos e anos, ainda nem havia Game of Thrones, podia ver-se o Paulo Gonzo a cambalear em palco e animar a malta com o que restava dos Go Graal. Ou a Manuela Azevedo, que era só “aquela miúda” dos Clã, a fazer o “H2Homem” e o povo todo a imitar, como se ela fosse a personal trainer do bom gosto.

Muito mudou, mas a organização manteve o espírito das mesas corridas, das tascas e do porco fumado, do algodão doce e da fartura. É uma festa de aldeia 2.0, com o brilhantismo de quem soube casar o trend com o tradicional. O Crato é para festivaleiros que não gostam de festivais e festivaleiros que os adoram.

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